Deixai-me nascer de novo,
nunca mais em terra estranha,
mas no meio do meu povo,
com meu céu e minha montanha,
meu mar e minha famíla.
E que minha memória
fique esta vida bem viva,
para contar minha história
de mendiga e de cativa
e meus suspiros de exílio.
Por que há doçura e beleza
na amargura atravessada,
e eu quero a memória acesa
depois da angústia apagada.
Com que afeição me remiro!
Marinheiro de regresso
com seu barco posto a fundo,
às vezes quase me esqueço
que foi verdade este mundo.
(Ou talvez fosse mentira...)
Este poema de Cecília Meireles fala sobre a morte e o medo que quase todos nós temos. O medo não é exatamente da morte, mas sim o medo do desconhecido. Tememos o fim, sem saber para onde iremos, tememos nos separar de quem amamos e do ambiente em que vivemos.
A alguns dia eu postei falando do aniversário da poetisa. Hoje eu posto falando sobre sua morte. A autora faleceu em 9 de novembro de 1964, a exatamente 46 anos.
Dedico esta postagem a ela, que é uma autora que admiro muito. Concerteza ela não será esquecida, e a memória de sua última vida estará sempre presente através de suas obras deixadas.
Por:
Ana C.